Autor(es): Thiago Bottino
ISBN v. impressa: 978989712533-1
ISBN v. digital: 978853628441-5
Encadernação: Capa mole
Número de páginas: 264
Publicado em: 30/10/2018
Idioma: Português Brasileiro
Bottino é um daqueles juristas que pensam o direito penal e processual penal brasileiro de forma crítica e atenta às diretrizes traçadas pela Lei Maior, a ‘Constituição Cidadã’, na definição de Ulysses Guimarães, tão vilipendiada nos dias que correm.
Antonio Carlos Barandier
Advogado Criminalista
Quanto à obra ora apresentada, por evidente, descabe aprofundar e tecer considerações, mesmo que favoráveis, ao conteúdo, em particular às conclusões do autor, antecipando-se e tirando do leitor o prazer de recebê-las e sobre ela refletir ao momento da leitura. Importa, sim, chamar a atenção para o que o autor se propõe a partir de pesquisa profunda na literatura jurídica brasileira e estrangeira e na atenta constatação da evolução jurisprudencial: um estudo formatado em pareceres e textos doutrinários sobre aspectos da teoria do crime e/ou do fato punível e a efetividade das garantias constitucionais no processo penal (...).
A obra de BOTTINO é de manifesta defesa do garantismo penal, mostrando com acentuada contundência – sem perder a elegância do vernáculo e a classe e respeito ao outro que pensa diferente, na firmeza do que sustenta – que há uma indicativa desobediência a primados constitucionais, que estão a exigir a imposição de limites.
José Muiños Piñeiro Filho
Magistrado; Mestre em Direito (UNESA); Professor Universitário; Presidente do Fórum Permanente de Direito Penal e Processual Penal da EMERJ.
THIAGO BOTTINO
Pós-Doutor pela Columbia Law School. Doutor e Mestre em Direito Constitucional pela PUC-Rio. Professor da FGV Direito Rio e da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO. Professor Visitante da Columbia Law School. Membro efetivo da Comissão Permanente de Direito Penal do IAB e Vice-Presidente do IBCCRIM.
Introdução
Seção 1 - PARECERES
I Parecer sobre Conflito Aparente de Normas Penais na Negociação de Ações no Mercado de Capitais
1 A Identificação das Condutas Imputadas
2 A Proteção Jurídica do Mercado de Capitais
2.1 O crime do art. 7º, IV, da Lei 7.492/1986 - emissão, oferecimento ou negociação com títulos irregulares
2.2 O crime do art. 27-E, da Lei 6.385/1976 - exercício irregular de atuação no mercado de capitais
3 Conclusão
4 Resposta à Consulta
II Parecer sobre Violação de Sigilo Funcional por Membro do Ministério Público
1 Identificação dos Fatos Imputados
2 Ausência do Elemento Objetivo do Tipo
2.1 Fato que deva permanecer em segredo
3 Ausência do Elemento Subjetivo do Tipo
3.1 Atipicidade por ausência de dolo
4 Ausência da Qualificadora de Dano à Administração Pública
4.1 Inexistência do nexo de causalidade
5 Conclusão
6 Resposta à Consulta
III Parecer sobre Valor Probatório dos Depoimentos Prestados em Colaboração Premiada
1 Introdução
2 Histórico das Medidas de Cooperação no Direito Penal Brasileiro
2.1 Os primeiros anos da legislação brasileira: inexistência de benefícios para a confissão
2.2 A confissão na reforma penal de 1984: causa atenuante da pena
2.3 A delação premiada nos crimes em coautoria: causa especial de redução da pena
2.4 A colaboração premiada: introdução da barganha no sistema penal brasileiro
3 A Colaboração Premiada e os Incentivos à Cooperação
4 Conclusão
5 Respostas às Consultas
IV Parecer sobre Interrogatório Policial e Prova Ilícita
1 Introdução
2 O Caso
3 O Direito
3.1 A prisão ilegal
3.2 A manutenção da acusada na delegacia após o primeiro depoimento
3.3 A gravação da "conversa informal" e o "interrogatório por ardil"
3.4 A falta de assistência da família e de advogado no momento do depoimento
4 Resposta à Consulta
V Parecer sobre Evasão de Divisas e Cooperação Jurídica Internacional
1 Introdução
2 Consulta
2.1 Dos crimes imputados na denúncia, reconhecidos na sentença e confirmados no acórdão
3 Da Relação de Causalidade entre os Documentos Oriundos do Exterior e o Processo Objeto do Parecer
3.1 Relação de causalidade e início das investigações
3.2 Relação de causalidade e denúncia oferecida
3.3 Relação de causalidade e sentença condenatória
3.4 Relação de causalidade e acórdão condenatório
4 Conclusão
Seção 2 - ARTIGOS
I Habeas Corpus nos Tribunais Superiores
1 Introdução
2 Contextualização: o Uso do Habeas Corpus no Sistema Processual Penal Brasileiro
3 Análises Quantitativas
3.1 Autoridade coatora
3.2 Impetrante
3.3 Julgamento
4 Análises Qualitativas
4.1 Crime de roubo e dosimetria
4.2 Crime de roubo e fixação do regime inicial de cumprimento de pena
4.3 Crime de furto e princípio da insignificância
4.4 Crime de furto e prisão cautelar
4.5 Crime de tráfico e prisão cautelar
4.6 Crime de tráfico e fixação do regime inicial de cumprimento de pena
4.7 Questões gerais de dosimetria
5 Conclusão
II Estudo Comparativo dos Regimes de Aplicação Excepcional no Brasil e na França - Estados de Defesa, Urgência e Sítio
1 Introdução
2 Estudo Comparativo dos Regimes de Aplicação Excepcional no Brasil e na França
2.1 Situações que legitimam os regimes excepcionais e suas respectivas designações
2.2 Procedimentos para decretação/execução/extinção dos regimes de aplicação excepcional
2.3 Efeitos na ordem jurídica de cada espécie de medida
3 Conclusão
III Brazil’s Approach to Battling Soccer Corruption Through Anti-Money Laundering Legislation
1 Introduction
2 The Brazilian Anti-Money Laundering Statutes - Origin, Shifts and Current Trends
3 Soccer and Money Laundering - Battling Corruption
4 Public Policy, Deterrence, and Compliance in Connection with Money Laundering and Corruption
5 Conclusion
IV Protagonismo Judicial no Processo Penal e a Audiência de Custódia
1 Protagonismo Judicial e Segurança na Sociedade de Risco
2 A Audiência de Custódia como Exemplo Positivo do Protagonismo Judicial
3 A Importância da Incorporação (Efetiva) das Normas Supranacionais pelo Direito Brasileiro. O Papel do Supremo Tribunal Federal
4 Conclusão
V A Inconstitucionalidade da Condução Coercitiva
1 Introdução
2 Do Direito ao Silêncio à Vedação de Autoincriminação
3 Inconstitucionalidade do Uso da Condução Coercitiva como Medida Cautelar Autônoma
4 Conclusão
Referências